A Luva de Dados


Uma luva de dados é um dispositivo de interacção semelhante a uma luva comum que, facilita o controlo na robótica e nas aplicações de realidade virtual. Esta luva é normalmente do latéx devido à característica elástica do material. Através deste dispositivo é possível usar vários parâmetros físicos tais como: pressão, força linear, temperatura e a textura de uma superfície ou material.

Dentro do campo das luvas virtuais existem vários tipos tais como luvas de funcionamento óptico, magnético ou até mesmo de "tacto", no entanto a luva de funcionamento óptico pode ser referida como o príncipio de funcionamento mais usual nos nossos dias. Este princípio baseia-se no seguinte: um emissor colocado na ponta dos dedos da luva envia uma luz para um receptor colocado na parte superior da luva na zona do pulso, por sua vez essa luz é enviada por guias de fibra óptica.

Dependendo da posição do dedo esse mesmo receptor vai receber a luz na sua totalidade ou apenas parte dela, uma vez que a posição do dedo aumenta ou diminui as perdas da transmissão dessa mesma luz. Este fenómeno vai causar uma variação na resistência do receptor que, por sua vez, vai influenciar a tensão de saída do mesmo. Deste modo, para cada valor de tensão iremos obter uma posição específica.

Estão a seguir referidos alguns tipos mais conhecidos e usados.


  1. 5DT Data Glove: possui 5 sensores, um por dedo.

  2. CyberGlove: luva que possui até 22 sensores de alta-precisão

  3. CyberForce: luva de "desktop" com braço incorporado.

  4. CyberGrasp: luva que avalia a força, tem um sistema robótico incorporado no braço.

  5. CyberTouch: luva com sensores tácteis.

  6. Virtual Hand SDK: luva para aplicações de animação.

  7. Virtual Hand Studio: luva para aplicações 3D.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luva_virtual

Relação de Preços


Luvaria Ulisses




Na pesquisa do meu trabalho fiquei desiludida por saber que na cidade de Guimarães não existe um alfaiate ou uma casa de alta-costura que faça luvas. A única perto daquilo que eu procurava chama-se Toni Miranda.
A Toni Miranda é uma loja de alta - costura mas que infelizmente manda fazer as suas luvas em Paris não me sendo possível assim explorar um diálogo com o confeccionador deste objecto. Encontrei porém nesta loja uma indicação de lojas de Luvas altamente especializadas pelo centro do país, como é o caso da Luvaria Ulisses. Aberta à mais de 80 anos, esta loja, mantida intacta desde a sua abertura tem ao nosso dispor toda uma gama de materiais e estilos para criar luvas do mais variado nível.
Existe uma história por trás desta luvaria que pode ser lida em: http://www.luvariaulisses.com/pt/pagina/2/historia/

Neste site encontram-se também alguns artigos disponíveis e um sector para colocar questões, obter a direcção para chegar à loja e contactos.

Foi a partir dos mesmo que liguei para a Luvaria tentando obter uma entrevista telefónica, pois o curto espaço de tempo não me permitia a deslocação a Lisboa, local onde está sediada.

Onde Comprar


Existem, como é obvio, inumeros locais onde podemos comprar um par de luvas.
Pronto - a - vestir: O que acontece nestes pronto - a - vestir é que as luvas encontram-se já fabricadas e podem não adequar-se ao tamanho da mão do cliente. Uma outra desvantagem é que não existem muitas variações no estilo de luva, quanto muito varia a cor ma so mais usual é encontrarmos luvas pretas ou castanhas. A vantagem de comprar luvas nestes locais é que a compra é imediata enquanto que num estilista ou num alfaiate demoraria algum tempo a ficar concluído o par de luvas pretendido, bem como o custo das mesmas.
Por outro lado existem as casas de alfaiates, costureiros e estilistas que fazem luvas por medida e que proporcionam pares de luvas que se modelam perfeitamente à nossa mão, bem como a diversidade de materiais, cores e acessórios disponíveis que fazem com que o par de luvas seja único e exclusivo. Em comparação ainda com os pronto - a - vestir o preço de um par destas luvas é muito superior.
Locais de venda: LEVI's Massimo Dutti, Decenio, Salsa, Lanidor, H & M, Bijoux, Pafois, SportZone, Nike, Adidas, ...
Casa Especializadas: Toni Miranda, Luvaria Ulisses, Luvarte

Moldes: Passo a Passo


1. Os moldes
O primeiro passo para criarmos um bom par de luvas é fazermos um modelo, um molde realmente confiável ou melhor fazermos um conjunto de moldes que cobrem vários tamanhos de luvas. Os melhores modelos são feitos de cartolina espessa, da espessura por exemplo, de um cartão postal.
Alguns fabricantes de luvas utilizam um papel fino mas estes não são tão bons notando-se a diferença quando desenhamos nele. Quando compramos modelos estes consistem, geralmente, no modelo para o tank, um polegar e um fourchette (uma espécie de flanco ou reforço).


2. Depois de comprado ou desenhado o modelo, este terá de ser invertido para a outra mão. Caso aconteça a situação de o material ser curto pode-se sempre redesenhar o molde já existente, cortá-lo e aproveitar melhor o espaço para fazer os moldes em couro, por exemplo.

3. Se pensarmos em criar luvas de vários tipos e tamanhos é aconselhável criar uma colecção de estilos simples em vários tamanhos em vez de uma grande selecção de estilos em apenas 1 ou 2 tamanhos pois é mais fácil adaptar ao estilo o tamanho. O tamanho de uma luva é baseado, de uma forma geral, na medida em torno da parte mais larga da mão. Existem fabricantes de luvas profissionais pedem aos seus clientes para colocarem as mãos num pedaço de papel para poderem desenhar em volta deles, ficando com um molde mais aproximado do real.

4. Quando se compra um modelo comum para fazer um par de luvas devemos considerar a espessura do material que se pretende utilizar. Uma pele grossa, por exemplo, vai resultar numa luva pequena se usarmos o mesmo molde para uma pele mais fina. Assim é necessário perceber o tipo de material que é sugerido para certo molde antes de comprá-lo.

5. Fazer um molde base
Alguns trabalhadores preferem trabalhar a partir de um modelo básico que adaptar-se e alterar o modelo já existente o que é uma boa ideia, uma vez que adquirimos experiência suficiente para saber quais as alterações que serão necessárias. Mas se o caso é um novato, então é aconselhável usar modelos comprados pois muitas coisas são aprendidas com eles.
6. Para fazer um modelo básico utilizar as nossas próprias medidas, ter um pedaço de papel para desenhar e colocar a mão esquerda no mesmo com os dedos fechados e desenhe todo o lado, mesmo o pulso de cada lado. Abrimos cada par de dedos em volta e colocamos um ponto na base de cada um. Juntamos agora esses pontos no início dos dedos com uma régua certificando-se que todas as linhas estão paralelas.
Agora alongamos o molde cerca de 2 polegadas inclinando-se ligeiramente na extremidade oposta à do polegar. Auxílio da figura 18.


7. Dobramos o papel ao meio, ao longo da extremidade do dedo indicador e cortamos o papel duplo, fazendo com que as fendas entre os dedos na parte da frente da mão um quarto de polegada mais curtos que as fendas correspondentes na parte traseira. Auxílio da figura 19.


Recortamos o orifício do polegar, como mostra a figura 20. Usando o modelo como guia para o comprimento do dedo, cortamos como mostrado na figura 21, o polegar. Certifique-se que a linha AB no polegar é exactamente igual à linha AB na trank e que as linhas BC em cada secção têm o mesmo comprimento.

8. Cortamos agora reforços (fourchettes) a gosto tendo em atenção a igualdade dos mesmos ao longo do dedo. Quando tivermos a certeza que o nosso modelo está pronto resta traça-lo num pedaço de cartão ou cartolina e recortá-lo cuidadosamente.

9. Agora transpomos o molde para o tecido prendendo nas pontas e redesenhando. Costuramos através da fronteira que desenhamos anteriormente, a costura deve ser recta, mas não haverá problema se usarmos uma em zig-zag, de 1mmx1mm. O trabalho de pé (com o calcador) deve ser frequentemente levantando ao redor dos dedos para ajustar o alinhamento à medida que trabalhamos à volta dos cantos.

10. Devemos iniciar e terminar a costura com cerca de 9 pontos de retorno (back points)

11. Invertemos finalmente a luva e experimentamos, se esta estiver muito solta à volta de um ou outro dedo voltamos atrás e costuramos apenas dentro da costura, não se vai notar quando voltarmos a inverter a nossa luva.

Tamanhos de Luva


Para descobrirmos o tamanho para as nossas luvas medimos em centrimentos, à volta da palma da mão com uma fita métrica, direita no caso de destros e esquerda no caso dos canhotos. Algumas indústrias indicam o tamanho das luvas pelo número e outras por letras, S (small), M (médium), L (large), etc.
Depois utilizar a medida mais larga das duas para medir o tamanho correcto da luva. O número em centímetros medido é igual ao tamanho da luva. Por exemplo um “7cm” corresponde a um tamanho 7 pelas tabelas de medidas em baixo.




Problemas do Latéx


Alguns estudos recentes têm vindo a mostrar que nos últimos anos o uso de luvas por parte de médicos e odontologistas tem provocado nos mesmos consequências negativas. O que aconteceu para se ter desenvolvido esta situação foi uma excessiva prevenção devido ao aumento da Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA).
Outros estudos indicam que devido à grande utilização de luvas de látex por parte do pessoal médico e odontológico como forma de prevenir a SIDA tem causado essas mesmas consequências. O que aconteceu foi:
Em primeiro lugar devido à exposição repetida às luvas de borracha podem surgir casos de urticária alérgica, como por exemplo a dermatite. Urticária é o nome que é dado a um tipo de erupção cutânea caracterizada por placas salientes, que se assemelham às produzidas pela urtiga. O aparecimento de urticárias pode ser causado pelo contacto directo com substâncias alérgicas, neste caso o látex, como resposta do sistema imunológico á ingestão de algumas comidas ou mesmo pelo stress.
Em segundo lugar espera-se um aumento do número de reacções anafiláticas em pacientes com urticária de contacto. Anafiláxia (ou anafilaxis) é uma reacção alérgica sistémica, severa e rápida, a uma determinada substância, chamada alergénico ou alérgeno, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. A reacção anafiláctica pode ser provocada por quantidades minúsculas da substância alergénica. O tipo mais grave de Anafiláxia — o choque anafiláctico — termina geralmente em morte caso não seja tratado.
Em Janeiro de 1988 foi relatada uma morte no Hospital de Henry Ford, causada por um choque anafilático. Foram desenvolvidos inquéritos por imunologistas no hospital que mostravam que a paciente era altamente alérgica a proteínas encontradas no látex, incluindo as luvas cirúrgicas. Mais estudos indicam que existe uma proteína solúvel em água, proveniente da árvore Hevea Brasilienses. Provoca hipersensibilidade e reacções anafiláticas que incluem eczema, urticária de contacto, sintomas respiratórios e choques. Especialistas dizem que 6% da população pode estar em risco de contágio e contrair estas doenças e que acerca do uso de talcos, pós absorventes e amidos na fabricação de luvas (ou usados como agente para facilitar a colocação das luvas) também constam na da lista. Todas estas substâncias põe em risco quem contacta com elas, podendo estas doenças, em casos avançados causar peritonite, granulada, aderências de mesmo a morte.